Perseguição Religiosa: Regime de Ortega intensifica prisões de líderes religiosos

Missões e Evangelismo

Por Redação Portal do Crente

A Perseguição Religiosa na Nicarágua e em Cuba atingiu níveis alarmantes em 2025 e 2026, com os regimes de Daniel Ortega e do governo comunista cubano intensificando o cerco contra líderes cristãos que se recusam a se submeter ao controle estatal. Relatórios internacionais da USCIRF (Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional) e da Open Doors revelam um cenário de repressão sistemática que ameaça a liberdade religiosa na América Latina.

1. Nicarágua: 114 prisões arbitrárias e cerco total à Igreja

Na Nicarágua, Perseguição Religiosa no regime Ortega Igreja e Rosario Murillo transformou a repressão religiosa em política de Estado. Segundo o relatório anual de 2026 da USCIRF, as condições de liberdade religiosa no país continuaram a se deteriorar em 2025. O governo mantém uma repressão total contra a liberdade religiosa, prendendo, aprisionando e exilando líderes religiosos e fiéis.

O OLIRE (Observatório da Liberdade Religiosa na América Latina) documentou 114 prisões e detenções arbitrárias de líderes religiosos no período. Igrejas e cristãos que expressam discordância do governo são tratados como “agentes desestabilizadores”. A Open Doors perseguição, na Lista Mundial da Perseguição 2026, classifica a Nicarágua na 32ª posição global entre os países que mais perseguem cristãos. E a Perseguição Religiosa na Nicarágua segue avençando.

Um caso emblemático é o do Pastor Rudy Palacios Vargas, fundador da Associação de Igrejas La Roca de Nicaragua, preso por denunciar as violências do regime. Embora em janeiro de 2026 o regime tenha libertado dezenas de presos sob pressão internacional, organizações alertam que não há mudança estrutural na repressão estatal igrejas.

2. Cuba: Vigilância Estatal e Perseguição Religiosa a Lideranças Dissidentes

Em Cuba, a Perseguição Religiosa a cristãos opera por meio do aparato de vigilância do Estado comunista. O relatório da USCIRF para 2026 revela que o governo utiliza o Departamento de Segurança do Estado, a Polícia Nacional Revolucionária (PNR) e os Comitês de Defesa da Revolução (CDR) para perseguir líderes religiosos.

O Estado cubano percebe a ação humanitária de igrejas como crítica à sua própria incapacidade. Em outubro de 2025, autoridades montaram barreiras para bloquear a distribuição de donativos e confiscaram doações. A Open Doors classifica Cuba na 24ª posição global em perseguição aos cristãos em 2026, com 90% de pressão na vida eclesiástica.

Perseguição Religiosa em Cuba e Nicarágua

O pastor preso em Cuba 2026, Rolando Pérez Lora (conhecido como “Pregonero de Cristo”), foi detido em 13 de março de 2026 em Matanzas enquanto orava em um parque público com sua família. Segundo a CSW (Christian Solidarity Worldwide), a prisão ocorreu após ele enviar um vídeo de ensino bíblico ao YouTube. Além disso, em julho de 2025, outro pastor foi desaparecido à força por 14 horas após entregar medicamentos à mãe de presos políticos.

3. Mecanismos legais de repressão

Um dos aspectos mais preocupantes nesta Perseguição Religiosa é o uso de instrumentos legais e administrativos para sufocar a fé sob opressão. O OLIRE documentou que ambos os países utilizam táticas coordenadas para desarticular as comunidades de fé, incluindo:

  • Cancelamento arbitrário do registro legal de organizações religiosas;
  • Aplicação de multas abusivas por atividades não autorizadas;
  • Confisco e expropriação de propriedades de igrejas e escolas cristãs;
  • Expulsão e exílio forçado de líderes e missionários;
  • Vigilância doméstica constante e campanhas de difamação pública.

4. Pressão internacional e resposta

Nicarágua e Cuba foram recomendados pela USCIRF como “Países de Particular Preocupação” (CPC) para 2026, ao lado de nações como China e Irã. Em maio de 2026, a Foundation for Defense of Democracies (FDD) publicou uma análise defendendo o aumento da pressão diplomática sobre os regimes de Daniel Ortega e do governo cubano.

“Lembrai-vos dos presos, como se presos com eles” (Hebreus 13:3). Que possamos, como Corpo de Cristo, interceder por nossos irmãos e irmãs na Nicarágua e em Cuba que enfrentam prisões, ameaças e perdas por amor ao Evangelho.

Leia também: Intolerância Religiosa no Ocidente: O Novo Desafio das Missões Globais em 2026


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