O mundo gospel amanheceu de luto nesta quinta-feira (13 de agosto de 2026). O pastor e cantor Marquinhos Menezes, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) de Niterói, no Rio de Janeiro, faleceu após uma corajosa batalha de dois anos contra um câncer no estômago, diagnosticado em 2024. A confirmação veio da esposa, a também pastora e cantora Lilian Azevedo, que emocionou milhares de seguidores com uma mensagem de fé e esperança nas redes sociais. A morte de Marquinhos Menezes, aos 56 anos, repercutiu em todo o país e mobilizou fiéis, artistas e lideranças evangélicas em uma corrente de oração que se estendeu até os últimos momentos de sua vida.

Internado em um hospital particular de Niterói desde o início do mês, o pastor enfrentava complicações do quadro oncológico, que se agravou com o avanço da doença. Segundo informações da própria igreja e da família, Marquinhos chegou a passar por cirurgia e sessões de quimioterapia, mas o câncer no estômago voltou a se manifestar, atingindo uma região próxima aos rins. A notícia do falecimento foi confirmada tanto por Lilian Azevedo quanto pela liderança da Advec, que destacou a fé inabalável e a dedicação do pastor ao ministério até o fim.
A luta de Marquinhos Menezes contra o câncer
Marquinhos Menezes não era apenas um pastor: era um dos nomes mais queridos da música gospel nacional. Sua caminhada musical começou ainda menino, nos bancos da igreja, e ganhou projeção nacional por meio dos conjuntos Rhema e Rhema Jireh, grupos que marcaram época na adoração brasileira. Ao longo da carreira, colaborou com grandes nomes do segmento, como Eyshila, Cassiane e Fernanda Brum, e gravou o aclamado álbum “Profetas Adoradores”, que consolidou seu ministério de louvor.
Em 2024, porém, veio o anúncio que mudaria sua trajetória: o diagnóstico de câncer no estômago. Naquele mesmo ano, Marquinhos foi submetido a uma cirurgia para a retirada do tumor e iniciou o tratamento com quimioterapia. Mesmo diante das dificuldades físicas e emocionais, o pastor nunca abandonou o púlpito. Em vídeos e publicações nas redes sociais, ele aparecia pregando, frequentando os cultos, praticando atividades físicas e compartilhando mensagens de fé — um testemunho público de coragem que inspirou milhares de pessoas que enfrentam a mesma doença.
Em outubro de 2025, após a doença voltar a se manifestar, Marquinhos iniciou um novo ciclo de quimioterapia. O quadro, no entanto, se complicou com o surgimento de metástase na região próxima aos rins. Mesmo hospitalizado, o pastor recebeu demonstrações de carinho de fiéis que chegaram a promover vigílias e momentos de oração em frente ao hospital de Niterói. A igreja, em comunicado oficial, ressaltou “a fé e a dedicação de Marquinhos ao longo de sua caminhada” e a esperança de reencontro na eternidade.
Ordenado pastor em 2013 pelo pastor Silas Malafaia, Marquinhos liderava a Advec de Niterói desde 2020. Deixa a esposa, Lilian Azevedo, a filha, Sophia, além de familiares e uma legião de admiradores de seu ministério. O velório aconteceu na sexta-feira (14), às 11h, no Crematório São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro.
O que é o câncer no estômago?
O câncer no estômago, também chamado de câncer gástrico, é um tumor maligno que se desenvolve na mucosa que reveste o órgão. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), trata-se do quarto tipo de câncer mais frequente entre os homens e o sexto entre as mulheres no Brasil — um dado que reforça a importância da informação e da prevenção, especialmente dentro das comunidades religiosas, onde a saúde integral do corpo e da alma sempre foi uma prioridade.
A doença costuma ter desenvolvimento lento e, em estágios iniciais, muitas vezes não apresenta sintomas evidentes — o que faz do câncer no estômago um dos mais silenciosos e perigosos. Quando os sinais finalmente aparecem, em boa parte dos casos o tumor já está em estágio avançado, como ocorreu com o pastor Marquinhos Menezes, que descobriu a enfermidade já em 2024 e travou uma luta de dois anos contra ela.
Sintomas do câncer no estômago: fique atento aos sinais
Os sintomas do câncer no estômago podem ser confundidos com problemas digestivos comuns, o que atrasa o diagnóstico. Segundo especialistas e entidades como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), os principais sinais de alerta incluem:
- Dor ou desconforto abdominal persistente, principalmente na região superior do abdômen;
- Sensação de estômago cheio logo após comer pequenas quantidades (saciedade precoce);
- Indigestão frequente, azia e queimação que não melhoram com medicamentos;
- Perda de apetite e emagrecimento sem causa aparente;
- Náuseas e vômitos, por vezes com presença de sangue;
- Fezes escuras ou com sangue (sinal de sangramento interno);
- Fraqueza, cansaço e anemia sem explicação.

Diante de qualquer um desses sintomas persistindo por mais de algumas semanas, a orientação médica é buscar avaliação com um gastroenterologista. A endoscopia digestiva alta é o exame mais eficaz para diagnosticar o câncer gástrico em fase inicial, quando as chances de tratamento bem-sucedido são muito maiores.
Fatores de risco e prevenção
Especialistas apontam que alguns hábitos e condições aumentam as chances de desenvolvimento do câncer no estômago. Entre os principais fatores de risco estão: a infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), dieta rica em sal, alimentos defumados, conservas e ultraprocessados, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, histórico familiar de câncer gástrico e idade avançada.
A boa notícia é que boa parte desses fatores pode ser evitada com mudanças simples no dia a dia. A prevenção do câncer gástrico passa por uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras e legumes frescos; redução do consumo de sal e de alimentos processados; abandono do cigarro; moderação no consumo de bebidas alcoólicas; prática regular de atividade física; e tratamento adequado da infecção por H. pylori quando identificada. Manter o peso corporal saudável e realizar exames periódicos, especialmente para quem tem histórico familiar, também são medidas fundamentais.
Uma vida de fé e um legado de esperança
A partida de Marquinhos Menezes deixa um vazio imenso na música gospel e no ministério pastoral brasileiro, mas também deixa um legado de fé, coragem e perseverança. Em meio à dor, a esposa Lilian Azevedo encontrou forças para escrever: “Meu amor foi um guerreiro que lutou bravamente até ser promovido… Nos encontraremos na eternidade”. Palavras que ecoam a esperança cristã e confortam os milhares de fiéis que acompanharam sua jornada.
Mais do que lamentar a perda, a história de Marquinhos serve como um alerta precioso: o câncer no estômago é uma doença silenciosa, mas pode ser combatida com informação, prevenção e diagnóstico precoce. Que o testemunho desse homem de Deus inspire cada leitor a cuidar do corpo, templo do Espírito Santo, e a buscar auxílio médico diante de qualquer sinal de alerta. Como ele mesmo pregava em seus cultos: a fé não nos isenta da dor, mas nos sustenta em meio a ela — e é com essa certeza que a comunidade gospel se despede de um dos seus mais fiéis servos.
Por Leonardo Souza
Redação Portal do Crente

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