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Muçulmano se converte através de programa de rádio e vê filha ser curada

Ao ouvir o Evangelho pela primeira vez em um programa de rádio, o muçulmano que vive no Afeganistão se rendeu a Jesus

 

Bastou ouvir o Evangelho pela primeira vez em um programa de rádio para Saif (nome alterado por motivos de segurança) se render a Jesus Cristo, em meio a um país predominantemente muçulmano.

Não existem igrejas no Afeganistão e o número de cristãos ainda é muito pequeno. O fato Saif ter sido alcançado pela mensagem de Cristo de uma forma tão inusitada é considerado um verdadeiro milagre, segundo a organização Portas Abertas.

Mas outro milagre aconteceu logo depois, quando ele levou para casa o Novo Testamento em árabe. “Eu tenho sete filhos e, um deles, minha menina, não podia andar. Quando comecei a ler a Bíblia, vi que ela começou a mudar de comportamento e então andou”, contou Saif.

Mesmo sabendo que o milagre é fruto de sua nova caminhada com Jesus, o novo cristão ainda não pode explicar o acontecimento aos vizinhos. “Eu tenho medo, pois agora acredito em Jesus e minha esposa também. Porém ainda vou à mesquita para orar, cinco vezes por dia”.

O medo de Saif é bem comum entre os cristãos afegãos, já que o cristianismo é visto pelos muçulmanos de todo o país como uma religião ocidental. Aqueles que deixam o islamismo são considerados traidores, sendo excluídos de suas comunidades ou até mortos.

Embora haja algumas particularidades na liderança do Afeganistão — como o fato da primeira dama, Rula Ghani, ser uma libanesa-americana cristã — a Igreja no país funciona secretamente e procura não deixar materiais cristãos à vista.

Diante disso, a solução mais segura encontrada por Saif foi manter a nova fé em segredo. Ele continua ouvindo à programação da rádio cristã,m e de vez em quando liga para a emissora pedindo orações.

Saif continua frequentando a mesquita para manter sua família protegida, mas sempre ora em nome de Jesus, conforme instrui a Bíblia. “Eu sei que minhas orações são ouvidas, não importa onde eu esteja”, ele afirmou.

Ramadã

Todo o cuidado é necessário em países onde os cristãos são perseguidos, principalmente durante o mês do Ramadã, quando os muçulmanos radicais costumam ficar mais sensíveis por causa do "jejum sagrado".

O grupo terrorista Estado Islâmico convidou os muçulmanos a lançarem guerra contra os “infiéis” (cristãos, judeus e outros que não compartilham de seus ideais extremistas) no ocidente, prometendo um “ritual sangrento”.
“Irmãos muçulmanos na Europa que não podem alcançar as terras do Estado Islâmico, ataquem [os infiéis] em suas casas, seus mercados, suas estradas e seus fóruns... Façam isso e então alcançarão uma grande recompensa até mesmo pelo martírio no Ramadã”, disse o grupo terrorista em um comunicado.

Fonte: CPAD News

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