Justiça suspende doação de Rodrigo Maia para Palestina

Decisão é resultado de ação popular

Após o anúncio que Rodrigo Maia tinha assinado a Medida Provisória 819/2018, que autorizava a doação de R$792 mil à Palestina, foi movida uma ação popular por iniciativa de Marcos Aldenir Ferreira Rivas. Ela pedia que Maia devolvesse o dinheiro aos cofres públicos.

Nesta quinta-feira (8), a juíza da 7ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Luciana Raquel Tolentino de Moura, determinou a suspensão da MP. A magistrada ficou conhecida em 2016, quando suspendeu a nomeação por Dilma Rousseff do Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que pertencia ao quadro do Ministério Público.

A decisão, em caráter liminar, impede que o dinheiro seja destinado a reformas na Basílica da Natividade, em Belém, nos territórios palestinos.

Agentes do Apocalipse

Maia assinou a MP quando estava como presidente interino, em 25 de janeiro, enquanto Michel Temer estava no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. A medida passou a valer como lei e deve ser analisada pelo Congresso Nacional, que pode aprová-la, rejeitá-la ou modificá-la.

O assunto sempre gerou polêmica no Brasil. O colunista de Gospel Prime Roberto Grobman, que é judeu e vive em Israel, esteve na Basílica na ocasião e mostrou em um vídeo que as obras já estavam concluídas. Uma placa na entrada do templo dava conta que a restauração teve início em setembro de 2013 e foi concluída em dezembro de 2017. Dois dias após ela foi alterada, estendendo o prazo por mais dois anos.

Fonte: Gospel Prime

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