Jihadistas entram atirando em igreja no Egito, deixando 10 mortos

Atentado ocorreu na região de Mina, onde há células do Estado Islâmico

Dois homens armados entraram atirando em uma igreja egípcia ao sul da capital Cairo. O ataque terrorista deixou ao menos dez mortos nesta sexta-feira (29). Um dos agressores foi morto pelas forças de segurança. Segundo testemunhas, os jihadistas carregavam explosivos, mas não conseguiram detoná-los.

O atentado ocorreu na igreja copta Mar Mina, no distrito de Helwan, onde sabidamente há várias células do Estado Islâmico, noticiou a agência estatal de notícias Mena. O Ministério da Saúde informou que entre as vítimas estão dois policiais que tentaram impedir o atentado.

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Samir Gerges, que estava no local, disse que os fiéis tentaram fechar as portas do templo quando o tiroteio começou, mas muitas balas entraram no prédio atingindo quem estava dentro.

O copta Raouth Atta testemunha que a igreja estava em um momento de orações quando os tiros começaram. “As pessoas estavam aterrorizadas. Nós ficamos fechados lá dentro por uns 30 minutos antes de abrirem as portas para sairmos”. Ele disse que havia sangue espalhado “por toda parte” e muitos estão feridos.

As autoridades fecharam a área em torno da igreja. Os policiais aprenderam um possível cúmplice, que tentava escapar após o ataque.

Em vídeos postados nas redes sociais é possível ver um homem barbudo, com uma jaqueta cheia de munição, estendido no chão, sendo algemado pelos policiais.

O acesso à igreja foi interditado pela Polícia, enquanto a perícia examina a região. Até agora, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. Os líderes coptas dizem que já esperavam novos ataques pois as ameaças de extremistas vem aumentando.

Na semana passada, uma centena de manifestantes muçulmanos invadiu uma igreja ao sul de Cairo, destruindo parcialmente o local e ferindo três pessoas. Os manifestantes gritavam palavras de ordem anticristãs.

A minoria cristã copta, que são cerca de 10 por cento dos egípcios, tem sido regularmente alvo de extremistas islâmicos nos últimos anos.

Com informações das agências

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