Missionário diz que Constituição assegura evangelismo entre índios: `Podem escolher sua fé´

Giuliano Farias criticou o fato de um pastor que batizou índios ser denunciado ao MPF

Em um debate sobre a liberdade religiosa em culturas indígenas no Brasil, o pastor do ministério Cristão Resgate, Giuliano Farias comentou que pela constituição nacional, a pregação para os índios é assegurada. Ele também comenta que a cultura pode ser transformada, mas que alguns pontos podem permanecer.

“A gente obedece a Palavra de Deus, obedece o chamado do Senhor, a gente entende o que o Evangelho causa uma cultura indígena, num povo indígena, a luz que entra ali. E nós também estamos debaixo da lei nacional, da nossa constituição. O missionário, pela constituição, tem o direito de professar sua fé e de pregar. E o índio tem o direito de escolher que fé ele vai professar. Então, ele tem o direito sim de estar ali, de ajudar aquela cultura, aquele povo”, disse Giuliano.

Ele continua: “É óbvio que em muitos acontecimentos, muitos projetos acontecem erros. Houve erros na evangelização de alguns povos. Nós não precisamos mudar ou interferir em uma cultura, muito pelo contrário, a cultura é algo de Deus, precioso e as agências missionárias brasileiras preservam as culturas. Então, esses são os dados que as agências missionárias contribuem para a preservação cultural e da vida dessas pessoas”, salientou.

Quem persegue?

Já o pastor Hermes Caires, ressaltou sobre a perseguição da classe extremista de esquerda contra os missionários. “Eu acho que vem um pouco daquela mentalidade sobre como a Igreja Católica fez há um tempo, como a própria igreja protestante fez em culturas diversas e ali ela entendeu que a sua cultura era superior a dos outros e ainda existe isso. Mas, nós temos que observar que hoje, quem levanta esse debate são geralmente os grupos de extrema esquerda”, disse.

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“Hipocritamente são os menos grupos que dizem que nós temos que engolir a seco o nu artístico exposto para crianças e toda essa porcariada que eles querem que a gente engula. Eles nos chamam de conservadores de forma pejorativa e quando eles vão para a perseguição religiosa, o indígena não tem condições de avaliar uma nova fé, mesmo que seja apresentada de uma forma não impositiva, mas optativa”, comentou.

“Eles dizem que eles são conservadores. Agora, eles podem ser conservadores de uma forma bela e maravilhosa, mas nós não podemos ser conservadores, se não somos retrógrados, caminhando contra tudo. A gente tem que entender que a cultura não é um sistema estático. Ela é um sistema de crenças, valores que rege uma comunidade, mas não é estática. Em toda a história da humanidade existe o intercâmbio cultural e dentro desse intercâmbio vai ter um momento em que essa cultura vai se apropriar de algo, de outros valores, outras religiões, outras línguas e vão ter momentos que essa cultura vai falar que não quer. Vai depender muito de como isso foi apresentado”, colocou.

Confira o debate na íntegra:

 Fonte: CPAD News

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